sexta-feira, abril 28, 2006

quarta-feira, abril 26, 2006

Qual é o espanto?

Já se imaginaram a levar uma cotovelada no estômago e ficar estendidos no chão, no exacto momento em que se preparam para introduzir uma moeda na máquina do café, no vosso local de trabalho?

Já se imaginaram a ser puxados pela camisola, por um colega do emprego, no exacto momento em que vão a entrar no elevador, metendo-se ele à vossa frente?

E a ser empurrados de encontro ao mictório no exacto momento em que “mudam a água às azeitonas”?

Este é o dia a dia de um dos grupos de profissionais mais bem pagos deste país. Daí que confesso não entender o escândalo decorrente de uns meros insultos dirigidos pelos jogadores de um clube de futebol aos seus colegas de profissão de outro clube.

(in)Coerências

Não obstante estar fora das minhas pretensões algum dia conseguir penetrar num cérebro endireita, confesso que efectivamente me intriga o facto de num dia normal de trabalho haver para lamentares endireitas que piquem o ponto para de seguida se porem na alheta; enquanto que num solarengo feriado optem por se enfiar, desnecessária e contrariadamente, na Assembleia da República a assistir com enfado a uma festa que efectivamente não lhes pertence, e da qual muito coerentemente não participaram.

É de facto assinalável a complexidade da natureza humana.

terça-feira, abril 25, 2006

Viva o 25 de Abril. Pegai lá flores.

O jobens

A mesma SIC que gastou largos minutos a entrevistar jobens – daqueles que confundem 25 de Abril com 5 de Outubro – tentou combater essa incultura dedicando a tarde a passar filmes imbecis intercalados com telenovelas*.

Como à tvi nem sequer me dou ao trabalho de ir espreitar, lá tive que alternar entre o filme do costume no canal 1 e o documentário do costume no canal 2.

Assim não há enfermo que resista.


* como diria o Piotr :"pareçeme bem"

Fraco, o exemplo.

Vasco Lourenço, referindo-se ao berlusconi da Madeira, afirmou ser “lamentável que os líderes políticos que só o são pelo facto de vivermos em democracia – consequência do 25 de Abril – não comemorem oficialmente esta data”.

Pois; o exemplo é que não foi nada feliz. É que se continuássemos a viver numa ditadura, a probabilidade de o bêbado da Madeira ser uma destacadíssima figura do regime seria altíssima. Por muito que não se goste desse déspota, há que admitir, uma vez na vida, a coerência da sua atitude.

sexta-feira, abril 21, 2006

Paciente negligente

Terminado o inquérito em tempo exemplarmente recorde, fica apurado que a culpa recai inteiramente sobre a paciente, pois que a mesma se deitou ao contrário na marquesa, sendo certo, e isso ficou igualmente provado, que a dita sabia perfeitamente que o senhor doutor operava sempre do mesmo lado; e nem assim teve o cuidado de se deitar correctamente.
Mulher Operada ao Pé Errado
in, JN, 16 Abr 2006

quarta-feira, abril 19, 2006

As coisas que se encontram…

...quando, por causa do overflow…













…nos pomos a arrumar a biblioteca


terça-feira, abril 11, 2006

Entre o eco e as neves – crónicas dum pé partido

Não sei se com receio de que ainda possa vir a sofrer eventuais efeitos retroactivos, ou pura e simplesmente pelo facto de a estupidez pulular dentro daquela cabeça, o certo é que João Nerd César Débil Mental das Neves passou um debate inteiro, centrado no tema Europa, a tentar convencer os presentes de que a única causa de todos as calamidades na dita cuja e, consequentemente, o único tema dentro do tema que valia a pena discutir, era o “assassinato de vidas humanas dentro do seio materno”!

A plateia exultava e batia-lhe palmas!

António Barreto estava atónito.

Aquela coisa vestida de reposteiro que faz as vezes de apresentadora, intervinha de tempos a tempos para dizer “ai, não me interrompam com palmas uma fase tão empolgante do debate”.

Debate? Qual debate?!

Lá mais para diante, entre dois delírios do coiso das neves, chamaram um jovem, que falou do testemunho, ou legado ou lá o que é, de João Paulo 2º. Isto de chamarem um jovem para os debates como se fosse representativo de toda uma classe é outra idiotice que nunca hei-de compreender!

Fónix!

Está um gajo com a cabeça em água depois de passar o dia com o pé em cima de três almofadas, a tentar reler A Ilha do Dia Antes, e depara-se com isto.

Há por aí um mundo alternativo?