Cercava-se aquilo com arame farpado e enchia-se de minas anti-pessoal e anti-carro e quem lá pusesse a pata ia c’o caralho que era pra aprender! Oferecia-se o 12º aos analfabetos e uma licenciatura à escolha a quem tivesse a 4ª classe, o Mestrado a quem tivesse o ciclo e o doutoramento a quem tivesse o 9º e aos gajos que tivessem o liceu completo dava-se um enxerto de porrada que era pra num se armarem em intelectuais.
No fim ia tudo pra cidade trabalhar nas caixas do jumbo e nas gasolineiras do continente e a chabalada iniciava-se na gatunage e assegurava-se assim que todos tinham o seu quinhão de monóxido de carbono, uma babuzela e uma lidl perto de casa, pá.
Vendia-se as aldeias aos estranjas, pá, desses que tem a mania de não viver na cidade, pá, que não gostam de monóxido de carbono nem de centros comerciais, pá, nem de continentes e pingos doces e semáforos e apitos e gajos à porrada por causa duma ultrapassagem ou dum vizinho que ouve preço certo aos berros, pá.
E a seguir fechava-se as vilas com menos de 200 almas e depois as cidades com menos de 2.000. Ia ser bem catita, pá.
Ou fecha-se esta merda toda e vamos todos pró caralho!
Mas antes vai tua, Alçada, vai tu pró caralho. E tu ó Gago. Ide comer robalos e tocar na babuzelas pró caralho.


