quinta-feira, outubro 29, 2009

Mas quem foi a sumidade que resolveu escarafunchar no esterco?

Estava o erário público tão bem assim quietinho e os tribunais já tão atulhados de processos, para virem agora destapar a face que nunca foi oculta; num processo que se vai arrastar até prescrever, com escutas ilegais e erros processuais e um juiz que vai acabar enxovalhado e um bandido, perdão, arguido que vai passar a dama ofendida e premiado com a presidência duma qualquer autarquia lá para 2023 e receber uma comenda no dia de portugal com minúscula de Camões com maiúscula e das comunidades como vocês quiserem, directamente do presidente da república isaltino de morais.

De manhã tá-se bem é na caminha.

6 comentários:

San disse...

eric, perdida a maioria absoluta agita-se o lodaçal e o ar torna-se mais fétido...

Eric Blair disse...

há que dar-lhe na mola da roupa e seguir biaje ;)

francis disse...

e ele até é responsavel, no BCP, pelos negócios com África.


"Toda a ‘carreira’, se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra) tem de ser levada à conta da sorte. Uma sorte extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra. Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória. Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Juventude e Desporto, depois de ter sido secretário de Estado da Administração Interna — em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações de direito privado e dinheiros públicos. Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de despesa e de “tachos” a distribuir pela “gente de bem” do costume. Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços. E assim acabou — “voluntariamente”, como diz o próprio — a sua fase de dedicação à causa pública. Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas logo promovido, por antiguidade in absentia, ao lugar de director, com a misteriosa pasta da “segurança”. E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica. Poucos dias após a obtenção do “canudo”, o agora dr. Armado Vara viu-se promovido — por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente — ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro. Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos desacreditados administradores de “sucesso”. A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens de confiança sua, entre os quais o sortudo dr. Vara. E, para que o PSD acalmasse a sua fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD, e assim a meteórica ascensão do dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida com um sorriso e um tom “leve”.

Pipinha disse...

Com o CV destes senhores, cada vez mais tenho ideia que os nossos devem estar todos mal, esquecemo-nos sempre de colocar as habilitações socialistas a par com as habilitações académicas... Com o Socialismo dê um salto em Vara! :)

Cristina disse...

pá....uma pessoa chega aqui e fica logo bem disposta....:/

Vitor Manuel disse...

"Atão" é um perito em negócios à portuguesa, tem mérito! lol