quarta-feira, junho 15, 2005

Serra da Freita – PR16 “caminhada exótica” (9km)

O percurso começa na aldeia do Merujal. 50min após sair do Porto já me encontro a caminhar na serra.

Saí do Merujal em direcção à estrada de alcatrão, sentido Albergaria das Cabras (agora “da Serra”!). Virei de imediato à esquerda no primeiro caminho de terra (tem placa).

Inicio uma caminhada descendente de 20 a 25 min, por entre pinheiros, castanheiros, carvalhos, freixos, araucárias e mato baixo. Na primeira possibilidade de virar à direita (tem placa) faço-o e começa a subida.

Esqueci-me da máquina fotográfica. E, já agora, dos binóculos.

Há duas aparentes possibilidades de virar à direita, mas são caminhos sem saída (“da direita nem bom vento nem bom casamento”). Só o faço à terceira, por um caminho florestal bem definido e começo a subir a encosta por um trajecto em zig-zag, bastante íngreme. Paro, pela primeira vez, para tomar estas notas.

Muitas borboletas em todo o percurso.

Continuo a subida íngreme até entroncar num caminho e voltar à direita. Este acompanha as curvas de nível, pelo que consigo, finalmente, alargar a passada. Estou agora numa cota elevada e com ampla vista sobre o vale. Logo adiante há um caminho à esquerda, mas opto por continuar em frente, até que regresso à estrada de alcatrão.

No alcatrão viro à esquerda, para voltar a sair de imediato, também à esquerda (tem placa).

As indicações que possuo apontam, sem margem para dúvida, para que vire à direita por um caminho entre muros. Ele lá está, mas perfeitamente impenetrável. Não sendo de apostas, e nunca tendo jogado a dinheiro, arrisco com grande margem de certeza que este caminho não é percorrido há já muito tempo, tendo em vista a quantidade de mato e a altura dos fetos que se riem desafiadoramente do meu metro e noventa. Aproveito para realçar o papel fundamental do bordão que comigo trouxe (que já me tinha sido muito útil nas partes íngremes da caminhada), e que me permitiu persistir e romper por entre tão denso matagal.

Não há dúvida de que o “caminho entre muros” é este mesmo, mas vejo-me forçado a abandonar o corta-mato e seguir por um caminho que me faz contornar um cabeço, pelo flanco contrário ao que seria suposto e, consequentemente, aumentar consideravelmente o percurso.

Após cerca de 30 min encontro-me no local onde o “caminho entre muros” entronca naquele que estou a percorrer, pelo que confirmo que retomei a rota correcta. Sigo, por entre bolas de granito, em direcção à estrada asfaltada, mas decido-me a acompanhar o curso de um pequeno ribeiro que segue, não em traçado mas em destino, paralelo à estrada, até que acaba por passar por baixo desta. Libelinhas por todo o lado. Continuo a seguir o ribeiro e deparo-me com um infindável rebanho de cabras e ovelhas que parecem brotar por detrás de cada arbusto, talude ou penedo.

Quando o ribeiro intercepta pela segunda vez a estrada de alcatrão, é altura de tomar a mesma, virando à esquerda. Poucos metros adiante, vira-se à direita num entroncamento que tem a indicação de Merujal.

Falta dizer que fui acompanhado, durante longo tempo, por um casal de aves de rapina e que observei dois exemplares de um pequeno passarito de peito inteiramente amarelo que se cortejavam mutuamente. Infelizmente os meus conhecimentos de ornitologia não me permitiram identificar nenhuma das duas espécies.

Resta acrescentar que o percurso pode ser feito, sem pressas, em menos de 3 horas; sendo que penso ter percorrido mais do que os previstos 9 km.

3 comentários:

pedro silva disse...

saudações eric blair

Antes de mais ,mais uma vez agradecido pela indicação boetie no DA.
Serviu e muito. O mais curioso é que eu já conhecia o texto de há muitos anos atrás ,mas ou passei os olhos depresa ou não me apercebi da importância do mesmo...

Quanto a tua pagina ,força...(como é obvio cheguEi aqui via D.A)

Eric Blair disse...

Aparece mais vezes.

pedro silva disse...

apareço.apareço...