quarta-feira, julho 04, 2007

Acerca da falta de tacto dos humanos estamos, desde há muito, conversados. A novidade é que, pelos vistos, cheiramos mal.



“ … uma característica marcante das colónias de formigas é a inexistência de um chefe. Mesmo que tenha meio milhão de formigas, uma colónia funciona perfeitamente sem qualquer tipo de gestão – pelo menos, nenhum que sejamos capazes de reconhecer. Em vez disso, a colónia assenta em interacções entre formigas individuais, cada uma seguindo simples directrizes elementares. Os cientistas descrevem este sistema como auto-organização …

… Mas como se processam estes ajustes dentro de uma colónia, sem haver um responsável? As formigas comunicam através do tacto e do olfacto.

… É assim que funciona a inteligência colectiva: o colectivo pode fazê-lo, mas não uma só formiga. Apesar de algumas formigas serem mais sofisticadas que outras, o essencial é não haver liderança … ”

Não vos vou dar mais seca, eu que sou adepto de posta telegráficas. Adianto-vos apenas que diversos investigadores e empresas estão a criar, e a adoptar com sucesso, modelos com base nas formas de actuar das estúpidas das formigas. Leiam o artigo na revista, se vos apetecer.

Ah, só mais uma achega: “... para quem, por vezes, pensa se valerá mesmo a pena reciclar mais uma garrafa para atenuar o nosso impacte sobre o planeta, a ideia a reter é que cada acto por nós praticado é importante, mesmo que não o consigamos vislumbrar …”

17 comentários:

San disse...

Parece que uns cheiram pior que outros. Quando os orientais nos torciam o nariz, nos confins do Império, não era tanto pela nossa devoção ao sarro (e aversão à água) mas porque são mais destituídos que nós quanto à produção odorífera. O exemplo das formigas é edificante, mas vagamente sinistro, não? Ou será que já incorporámos geneticamente a dependência ao chefe?

Opintas/Bernardo Kolbl disse...

Vim a correr só deixar um abraço de bom dia.

Eric Blair disse...

Sinistro, sem dúvida. Quem grita mais alto é que compra a razão.

Eric Blair disse...

Passa com mais calma, ó Pintas. Sempre a correr.

as velas ardem ate ao fim disse...

"para quem, por vezes, pensa se valerá mesmo a pena reciclar mais uma garrafa para atenuar o nosso impacte sobre o planeta, a ideia a reter é que cada acto por nós praticado é importante, mesmo que não o consigamos vislumbrar …”


Subscrevo completamente.

bjinho

Inha disse...

Sabes que acredito nisso? Na autogestão? Na possibilidade de uma sociedade organizada? No trabalho de equipa?

(devo estar louca)

Eric Blair disse...

Pois também eu, Belas.

Eric Blair disse...

Wellcome to the club' Inha.

Anónimo disse...

E quando houver uma falha, de quem é a culpa se não existe o Chefe?

Animal disse...

Deus?

Eric Blair disse...

Estás a partir do pressuposto de que haverá falhas...
Se isso acontecer, a culpa (se é que é assim tão importante apurá-la) é obviamente colectiva, tal como o mérito.

ps.(r) conheces algum chefe que assuma culpas? Ah, pois, é preciso um chefe que é para decidir de quem é a culpa (talvez por decreto).

Eric Blair disse...

Deus, pá, num existe, Animal. Foi o que eu ouvi dizer.
Eu, pelo menos, nunca vi nenhum. Mas tenho um primo que diz que já viu um...

F F Moniz disse...

Olá! Sou escritor e busco amigos com interesse em literatura. Qnd tiver um tempinho, visita o meu blog. Obrigado pela atenção e parabéns pelo seu blog. Até a vista!

Anónimo disse...

Estás a partir do pressuposto que NAO haverá falhas e assim posso dizer (com pena): pura utopia

Eric Blair disse...

Lá irei, FF, mal possa.

Eric Blair disse...

Não são opções mutuamente exclusivas, anónimo: o facto de assumir-se que haverá sem dúvida falhas e o não se assumir a mesma coisa.
De qualquer das formas, presumo que vives numa imensa utopia, uma vez que falhas é coisa que pulula na sociedade onde habitas; ou vens do Planeta Agostini?

ps.(r) podes tirar os óculos, que aqui o debate de ideias é livre. Ninguém morde.
Aparece mais vezes.

Anónimo disse...

Por não viver no Planeta Agostini e conhecendo a nossa colónia de humanos é que afirmo que seria uma utopia.
Vou aparecendo.