sexta-feira, janeiro 20, 2006

Bela forma de terminar um Moleskine

“… é-me difícil evitar um sobressalto de estranheza quando ouço alguém que respeito ou estimo, dizer, a qualquer propósito, que é de direita. Parece-me sempre a incómoda confissão de uma anomalia …

Fica subliminar, indefinida e pesada, uma compaixão muito condoída, uma tristeza pelo outro, uma vontade de não ter presenciado, de ter ouvido ou lido mal …

Apetece-me desmenti-las autoritariamente: "
Não, você não pode ser de direita, você é um poço de decência, não pode dizer uma coisa dessas". E a estima fica, apesar de tudo, intacta. Eu posso dar-me ao luxo do fair-play. Sou de esquerda.”

Mário de Carvalho
Le Monde Diplomatique
Jan 2006

10 comentários:

spartakus disse...

Preconceituoso. De esquerda, naturalmente. Mas a estima fica intacta. Boa tarde Kamarada, um abraço.

Dinada disse...

Na mouche...eu sou de direita e nem por isso me banes daqui...olá, Eric :)

Eric Blair disse...

Pá, muito cordiais, para endireitas, bem entendido :)

i. disse...

e foi iniciado como?

maresia disse...

Isto vai soar verdadeiramente idiota mas dizer Moleskine dá-me assim a sensação de ficar com a boca cheia... Um Moleskine...

Mac Adriano disse...

Pá, eu também sou de esquerda e gostei da postagem e tudo. Era escusado era o moleskine, que me fez perder uns cinco minutos a descobrir o que queria dizer.

Cristina disse...

Perdoai-lhes...

Eric Blair disse...

Assinalo com agrado a delicadeza dos visitantes endireitas, por isso abro o flanco: assumo, obviamente, preconceito (consciente e deliberado, não obstante) e eventualmente até alguma presunção.

sem cantigas disse...

falemos de moleskine: prenda do natal do ano passado passado, olhei para ela e pensei pra que serves? de vez em quando anoto umas coisitas, o consumo do gasóleo e os quilometros, ahhh guardo uma nota de 25 dolares na bolsa do fundo, sobraram de uma viagem a maputo, acredito que um dia fugirei com a moleskine e não me faltará nada... gosto do elástico que a fecha, dá jeito para guardar papeis dentro, não se perdem! epá tavas a falar de quê?

sem cantigas disse...

ó pá varanda, mudei-me!